Lucas Liedke e Nô Lopes ajudam a entender tendências na Pós-Muvuca!

Dia 11 de maio, eles não puderam estar em carne e osso na Muvuca 2013, mas prometeram remediar isso. E foi com a frase “Nós viemos fazer as pazes com vocês”, que Nô Lopes e Lucas Liedke iniciaram a palestra “Apresentação Box1824: inovação em metodologias de pesquisa e análise de tendências“, na nossa Pós-Muvuca, na última sexta. Se existe maneira melhor de fazer as pazes do que essa palestra, a (Des)Organização ainda não conhece.
“Concentração” define. Muvuqueiros ligados em Lucas Liedke e Nô Lopes.
SOBRE PILARES E PESQUISAS
Pra começar, Nô Lopes (com um botton da Muvuca no peito e espírito de um verdadeiro muvuqueiro), falou sobre os pilares que sustentam a Box1824, agência nascida em Porto Alegre e especializada na pesquisa de tendências de consumo. Nô apontou três pilares: “Cadeia de influência”, “Entrevistador = Entrevistado” e “Centro Primário de Influência”.
Nô Lopes apresenta a Box 1824
Sobre o primeiro, Nô explica o foco de público procurado pela Box. “Chamamos de betas, que absorvem o que é criado pelos alfas e disseminam a informação”, diz o publicitário.
O segundo é sobre a maneira de pesquisa em campo da agência. “Não trabalhamos num ambiente comum. Vamos até o ambiente do pesquisado e buscamos pessoas que os entendam para assim nos aproximarmos”, conta.
Para finalizar, o terceiro pilar identifica a faixa etária mais influente e que dá nome à agência: jovens entre 18 e 24 anos. “Os mais curiosos, os mais abertos ao novo”, explica.
Entre os núcleos da Box1824, ele enumera o de Pesquisa Qualitativa, o de Pesquisa Quantitativa e o Trend’s Research, que trata de “olhar para o mercado, identificar as manifestações, amarrá-las e assim, descobrir tendências”, explica. Quem dirige esse núcleo na Box1824, é Lucas Liedke, que assumiu a palestra depois disso.
DIGITAL NATIVES E INTERCONEXÕES
Todo muvuqueiro já ouviu falar do vídeo “All work and all play”, feito pela Box1824, né? Foi citando ele que Lucas ilustrou quem é o jovem de hoje e qual sua relação com o trabalho. Depois de 1989, ano que, para ele, é decisivo (“Além da Queda do Muro de Berlim, muitas utopias caíram e a globalização acelerou de uma forma incrível”), nasce uma nova geração de pessoas, os “Digital Natives”.
Lucas Liedke explica o poder dos Digital Natives
Digital Natives são pessoas com “uma nova forma de pensamento”. Com eles, o mundo do consumo e das pesquisas de tendências começa a lidar. Como entendê-los? A Box sistematiza da seguinte forma: Drivers do mundo digital > geram comportamentos > que nortearão valores profissionais para exercermos o nosso trabalho. Da mesma forma que programas comandam computadores, assim os drivers do mundo digital coordenam a geração de Digital Natives. Lucas listou quatro drivers e como eles ajudam a entender quem são esses jovens.
ENTENDENDO O JOVEM CONSUMIDOR
1. Interconexão: Conquista de territórios por meio da internet. Mais do que a chave do quarto, ou da casa, agora os jovens têm a chave do mundo. “Uma geração global de estéticas parecidas”, define. Entre os valores que esse driver gera, estão: comprometimento com a evolução da sociedade, espírito colaborativo, hierarquia consciente e expansão global de repertório. “O mercado está mudando e nós somos os agentes dessa mudança”, explica.
Drivers geram comportamentos que geram valores
2. Linguagem não-linear: Segundo Liedke, vivemos uma “forma orgânica de se relacionar com o conteúdo”, onde usuários navegam livremente entre abas, hiperlinks e hipertextos.  Hibridismo, mentalidade flexível, inovação em projetos x carreira linear e maior prazer na trajetória do que num objetivo final são os valores desse driver.
3. Era da Transparência: Na época onde o acesso à informação é mais fácil, empresas se preocupam com o que o consumidor (“Onipresente, onisciente e onipotente”) acha delas. Nessa geração que sabe tudo e quer fazer o impossível, a Box identifica os valores do empreendedorismo, da economia criativa, da informalidade e do uso livre da informação.
4. Forever Beta: “As coisas nunca estão completamente prontas, elas vão se aperfeiçoando.” Esse é o espírito de um beta. Em uma época de otimismo baseado em ações e onde a cultura dos games invade o nosso cotidiano, ser beta é uma rotina. Feedbacks constantes, adaptação dos dois lados do relacionamento profissional, renovação de projetos e desejo por inovação são valores que os betas buscam e as empresas também devem buscar, afinal, é com esse público que temos que lidar daqui pra frente.
“Qual o seu propósito?”
E onde nos encaixamos nisso? Bom, Lucas Liedke e Nô Lopes encerraram a Pós-Muvuca com uma provocação positiva: “Qual o seu propósito?”. Ao conhecermos isso, saberemos como lidar com nossas próprias características e com as características do mundo que nos cerca, para assim, pensar em alguma maneira de atuar nele. Entre as várias tendências comunicadas pela Muvuca na Cumbuca 2013, essa foi a última em forma de palestra. A (Des)Organização deseja que muitas manifestações sejam geradas daqui pra frente. Até 2014, muvuqueiro.
Fotos: Tarcízio Macêdo / Texto: Felipe Jailson
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Nô Lopes, da Box1824, vem muvucar também!

Se é para encerrar com estilo as atividades da Muvuca na Cumbuca 2013 (todos segurando as lágrimas), por que não terminar com algumas surpresas? Boas surpresas, claro, como essa que temos pra revelar agora: Lucas Liedke terá companhia na Pós-Muvuca! Com vocês, Nô Lopes!
Nô Lopes, responsável pela área comercial da BOX1824
Nô Lopes é formado em Publicidade e Propaganda pela ESPM. Trabalhou nas agências Escala, McCann Erickson (em Londres) e Leo Burnett, liderando projetos de clientes como Renner, Nescafé, Birds Eye, Kellogg’s, Philip Morris e Disney. Atualmente, ele é um dos responsáveis pela área comercial da Box1824. Isso mesmo! A palestra “Apresentação Box1824: inovação em metodologias de pesquisa e análise de tendências” terá dois representantes da empresa!
Não te esquece, muvuqueiro! A pós-Muvuca será sexta-feira, 24 de maio, a partir das 19h30, lá no Cine Teatro do CCBEU, que fica na Trav. Padre Eutíquio, nº 1309. Se quiseres saber mais sobre o Lucas, já fizemos um post todinho pra ele aqui no blog.
Agora só o que temos a dizer é que… a Muvuca te espera por lá, muvuqueiro! Entrada franca.

Foto: Divulgação / Texto: Felipe Jailson

Pós-Muvuca é com a Box1824 no Cine Teatro do CCBEU!

Ele é formado em Marketing/Publicidade e Psicologia. Hoje, é Diretor do Núcleo de Tendências da Box1824, agência especializada na pesquisa de tendências de consumo e comportamento jovem, onde coordenou diversos projetos na área de tendências para empresas como Unilever, PepsiCo, Itaú, Fiat, Nike e C&A.
Estamos falando de Lucas Liedke, que no dia 10 de maio, encerrou a Muvuca 2013 com uma palestra bem inusitada por Skype e que encantou a todos os muvuqueiros. Quer dizer… nada de “encerrou” né, gente?
Lucas Liedke, da Box 1824
Na sexta-feira, dia 24 de maio, o Cine Teatro do CCBEU recebe a partir das 19h30 a palestra “Apresentação Box1824: inovação em metodologias de pesquisa e análise de tendências” com o Lucas trazendo (pessoalmente) ainda mais conhecimento para a nossa Cumbuca. Todo muvuqueiro, tenha participado da Muvuca 2013 ou não, está convidado para essa “pós-Muvuca”.
SOBRE A BOX
Pra quem não conhece, a Box1824 foi fundada em 2003 por Rony Rodrigues e João Mognon Cavalcanti. A empresa é conhecida pela maneira diferenciada de trabalho e pelas indicações a prêmios importantes como o Caboré, na categoria Serviço Especializado em 2007 e ao Excellence Award for the Best Paper na conferência de pesquisa de mercado ESOMAR em 2009.

Como a Muvuca também é surpresa, nada impede a gente de ir revelando mais detalhes dessa palestra aos pouquinhos, não achas? Então acompanha a gente, muvuqueiro. A gente te espera lá.

SERVIÇO: Pós-Muvuca com Lucas Liedke da Box1824. Quando? Na sexta, dia 24 de maio. Que horas? 19h30. Local: Cine Teatro do CCBEU (Trav. Padre Eutíquio, 1309)Entrada gratuita.

Foto: Divulgação / Texto: Felipe Jailson

Uma palestra muito conectada com Lucas Liedke

A vida não é divertida sem um pouquinho de emoção, não é verdade? Para quem é (des)organizador, o último dia de palestra foi cheio de emoções. Isso porque nos deparamos com um imprevisto: nosso palestrante não poderia dar a palestra presencialmente. Sem problemas, muvuqueiro, com agilidade e ajuda da própria Box 1824 conseguimos contornar a situação e preparar uma palestra da hora via Skype. Formato que foi uma pequena novidade tanto para nós, quanto para nosso palestrante, o publicitário Lucas Liedke.

Por Skype, Lucas Liedke prendeu a atenção da plateia

A apresentação de Mariana Almeida, Natália Costa e Rômulo Baía já vinha com uma notinha de tristeza pelo fim do evento, mas satisfação por mais uma missão cumprida. Com grande expectativa e após um comunicado enviado pela agência, era hora de começar a palestra. E começou muito bem com a apresentação do vídeo “We all want to be young” (Todos queremos ser jovens), produção da agência que vem explicar o que é a “geração Y, G, We, Globalists, Digital Youth, Millennials, tanto faz” e porque todos queremos ser como ela. Segundo o vídeo, os Millennials são a juventude descendente da geração dos Baby Boomers e da geração X. Uma geração contemporânea com alto poder de compra e influência sobre as gerações anteriores e posteriores a sua.

Nesse clima começou a palestra de Lucas Liedke, explicando a Box 1824, uma agência de pesquisa de tendências para o mercado, e que trata especialmente de consumo jovem, daí a seleção da faixa etária 18-24, a qual segundo Lucas, é inspiração para crianças que desejam atingir o nível de independência que vem com essa idade, e para pessoas mais velhas, que aspiram a rapidez na adaptação ao novo que é característico dos Millennials.

Lucas vendo a plateia em seu computador

A chuvinha marota em Belém não afetou a conexão e Lucas seguiu a palestra falando um pouco do trabalho de pesquisa em tendências que é desenvolvido na agência. Segundo ele, ainda existem poucos estudos em tendências, uma área às vezes vista com um pouco de preconceito. “É importante pensar o assunto com seriedade, profundidade e de um jeito mais leve”, destacou o palestrante, que logo em seguida acrescentou que para o comunicador a pesquisa em tendência de mercado é fundamental para que se conheça quem é o seu interlocutor.

Lucas apresentou as categorias de público com as quais trabalha. São elas as categorias dos “alfas”, aqueles que pesquisam e são profundamente conectados com seus temas de interesse, os “betas”, não tão conectados e que conhecem mais sobre um tema com um certo atraso, mas que são formadores de opinião para a terceira categoria, o “mainstream”. Segundo o palestrante, a Box 1824 busca justamente os “betas”, os formadores de opinião, em diferentes áreas para compreender o rumo das tendências na sociedade. Um passo fundamental, entretanto, é compreender o contexto em que esses temas estão inseridos.

Muvuca é conexão

Ele acrescentou ainda o papel que a internet cumpre nesse momento da geração dos Millennials. Para Lucas “é como se a internet criasse algumas mentalidades que extrapolam o ambiente online. Você não está online nem off-line você tá vivendo”. Segundo ele, alguns elementos do ambiente da web hoje não se limitam ao virtual, queremos agilidade nos serviços e mesmo o pensamento não-linear dessa geração vem da internet. “A gente pensa por hiperlinks, por cultura de associação, num fluxo muito mais orgânico”, completou Lucas.

Mais uma vez, os muvuqueiros na plateia interagiram e muito com perguntas ao final da palestra que iam desde a diferenciação entre a tendência e a moda, passando pela realização das pesquisas de mercado, a importância do contexto social nessas pesquisas, até mesmo a produção do vídeo exibido no começo da palestra. Durante as respostas Lucas destacou mais uma vez que a pesquisa em tendências “não é uma política partidária, eu estou certo e você está errada”, e que as visões sobre o tema são plurais.

Muvuqueiros iam para a frente do computador fazer perguntas 

Mesmo com os demais contratempos, a palestra com Lucas Liedke foi produtiva e deixou os muvuqueiros em clima de grande encerramento, e claro, esperando mais na palestra que virá, dessa vez pessoalmente, com o publicitário no dia 24 de maio. Para completar, realizando um sonho de infância, o apresentador Rômulo Baía iniciou o seu game show no qual três muvuqueiros puderam ganhar dois livros e mais um ingresso para a Muvuparty com Gang do Eletro que acontece hoje no hotel Gold Mar. Foi um final em clima de confraternização com a nossa cumbuca mais uma vez lotada de experiências.

Fotos: Laís Teixeira / Texto: Mariana Castro

Discutir é tendência! Mesas de debate agitam a Muvuca.

Com tanta gente boa em comunicação morando em Belém, por que não juntá-los em uma mesa para debater com os muvuqueiros temas bem interessantes dentro da programação da Muvuca? As nossas mesas de debate vieram para cumprir esse papel: Incentivar a discussão, o diálogo, a troca de ideias e referências. Durante dois dias, foram abordados assuntos que tinham a ver com tendências e comunicação. Vamos lembrar juntos do que rolou?

09 de maio
Às 14h:

Ninguém desgruda os olhos da mesa de Moda

“Moda, expressão que comunica.”

A mesa mais fashion da Muvuca deixou os participantes ainda mais apaixonados pelo tema. A introdução da mediadora Luiza Coutinho, que disse que “não existe moda sem comunicação”, foi complementada pelo primeiro debatedor, Renan Viana, que falou da importância da fotografia e dos editoriais em moda para a divulgação das marcas. O historiador Rui Jorge Jr nos contextualizou mostrando como a moda foi retratada na história da imprensa paraense e Graziela Ribeiro nos embasou teoricamente falando sobre o caráter semiológico da moda, a roupa como signo.
“Jornalismo cultural, muito além da agenda.”
Os debatedores na mesa de Jornalismo Cultural
“Todo jornalista é um jornalista cultural, pois cultura é tudo”. Foi com essa frase que Elvis Rocha, editor da Gotaz, abriu a mesa. Ao seu lado, o jornalista Ismael Machado falou da importância do profissional ter a mente aberta e focos de interesse diversos para desempenhar bem seu trabalho. A mesa, também composta por Marcelo Damaso da revista Seleta e mediada por Luciana Medeiros, enfatizou a importância de se compreender o ambiente cultural no qual se vive e a de exercer a opinião crítica no jornalismo cultural. Mais do que um debate, a mesa foi um bate-papo, encerrado com sorteio das revistas Gotaz e Seleta.
Às 16h:
Meachuta apresentada  na mesa de Consumo Jovem

“Consumo Jovem: rótulos, marcas e comportamento.”

Com mediação da professora Danuta Leão, nessa mesa, a professora da Unama, Manuela Corral, iniciou o debate nos ajudando a visualizar quem são os jovens dos quais estamos falando: não homogêneos, em busca do autorreconhecimento e que por meio de atitudes como o ciberativismo, procuram fugir dos rótulos. Dois cases de sucesso entre o jovens foram apresentados. Um foi a página Salve Job, que alcançou mais de 8 mil likes em apenas uma semana, apresentada pela designer Renata Caraih. Gil Yonezawa veio para falar da Meachuta, nascida para suprir a falta de festas de música pop na cidade e que investindo em redes sociais, conseguiu atingir o público jovem.
Depois do debate, foto dos debatedores

“Jornalismo impresso e digital: convergências e reconfigurações.”

“A tendência não é mais pensar no extermínio da mídia pré-existente, mas na convergência de mídia”. Com essa reflexão, o mediador Pedro Loureiro iniciou o debate na mesa. Da mídia impressa, veio o jornalista Fábio Nóvoa, que depois de mostrar diferenças e semelhanças entre web e impresso, chegou à conclusão: “As pessoas tem que parar de pensar que o jornalismo é o veículo. Jornalismo é a informação”. Representando o G1 Pará, Ingo Muller falou da agilidade e da ousadia que a internet permite. Encerrando o papo, a professora Ana Prado deu todo o contexto da evolução das mídias e deixou uma reflexão, seja para o impresso ou para o digital: “O que nos move é o interesse público ou o interesse do público?”

10 de maio

Às 14:

“História e comunicação: diálogos e vestígios.”
Fomos fuçar na história da comunicação na mesa, começando com a fala da professora Netília Seixas que deu um panorama de diversos grupos de pesquisa do Brasil que trabalham como comunicação e história, como é o caso da Alcar (Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia). Ao seu lado estiveram Marcus Vinnicius Cavalcante Leite e o professor e fotógrafo Michel Pinho, dando exemplos de como a comunicação pode ajudar a registrar a história.
Igor Fonseca na Muvuca 2013!
“A espetacularização da notícia: quais os limites da mídia?”
Não precisamos de nenhuma manchete tendenciosa pra divulgar a mesa  para que a mesma fosse um sucesso. O debate começou com a professora Rosane Steinbrenner questionando os limites da mídia. Para ela, “o sensacionalismo nos convida não a pensar, mas a sentir” e faz parte do espetáculo. Meg Barros, vereadora que também estava na mesa, disse que “o sensacionalismo está em todo lugar” e o jornalista Igor Fonseca apontou o imediatismo da notícia como uma das causas do sensacionalismo. “A gente não quer nada pra depois, a gente quer pra ontem”, conclui nosso convidado.
Às 16h:

A interação dos muvuqueiros com perguntas

“Do Tétris ao Kinect: a evolução dos jogos eletrônicos e suas influências.”

A história e importância dos games norteou a mesa. O debatedor Elinaldo Azevedo falou sobre o curso de Jogos Digitais do IESAM e como ele está contribuindo para a formação desses profissionais na região. O gamer Rafael Oliveira falou de como os games estimulam o tato, a visão, o olfato e ainda estimulam a aprendizagem do inglês. O mediador Timóteo Lopes também não deixou o debate morrer e os muvuqueiros interagiram com diversas perguntas.

“Séries: o fast-food do audiovisual.”
O mediador Harada Ono perguntou: “Como vocês veem o produto série desenvolvendo tendências e como produto do nosso meio?” O bastante para os debatedores da mesa terem assunto para o resto da tarde. Carlos Amorim, diretor do programa Cine TV News, afirmou que as pessoas influenciam as séries muito mais do que as séries influenciam as pessoas, pois as séries refletem a realidade de seu tempo. Acompanhado de Sérgio Fiore do blog 100Grana e de se Saulo Sisnando da websérie A Solteirona, o bate-papo passou pelas dificuldades de produção de uma série, o impacto que elas têm em uma sociedade e muito mais.
Fotos:  Ana Lídia Vieira,  Laís Cardoso, Laís Teixeira, Antonio Macêdo e Tarcízio Macêdo
Texto: Felipe Jailson, com informações da Des(organização)

Oficinas movimentam as manhãs da Muvuca 2013

Muvuqueiro de verdade começa a muvucar desde cedo. E os participantes compareceram em peso nessas quinta e sexta-feira para discutir e produzir muito nas oficinas que aconteceram no Instituto de Letras e Comunicação e no bloco F do campus básico da UFPA. Foram 11 oficinas com propostas que iam desde a divulgação científica até técnicas de interpretação teatral, provando que a Semana de Comunicação da UFPA é realmente uma mistura. A gente te mostra um resumo do que aconteceu em cada oficina.
Criando na oficina Mude algo (ou tudo) com Design
Para os muvuqueiros que se inscreveram na oficina Revistas: texto e criatividade foi feita uma viagem histórica pela produção de revistas. A ministrante, a jornalista Esperança Bessa, falou sobre alguns elementos que perpassam a produção de revistas, destacando a importância da linguagem visual dessas publicações. Os participantes partiram para o desenvolvimento de uma linha editorial para sua própria revista e pensaram pautas que seriam publicadas nelas. A ministrante destacou a importância da criatividade para a produção de uma revista de qualidade. E a conversa agradou. Os participantes expressaram a satisfação com a oficina aplaudindo Esperança durante o encerramento.
Na oficina Fotojornalismo em pauta houve muita troca de experiência entre oficineiros e os ministrantes João Ramid e Luciana Gonçalves. João contou sobre seu trabalho como fotógrafo e falou ainda sobre grandes fotojornalistas da história. Rolou uma conversa sobre a diferença entre o fotojornalismo no jornal, na revista e na web, e manipulação de imagens no fotojornalismo. A proposta dos ministrantes foi que os participantes propusessem pautas e saíssem para fotografar essas pautas. As fotografias foram discutidas pelos ministrantes e participantes no segundo dia de oficinas, que pesaram a produção feita durante os dois dias.
Cézar Moraes ensinando técnicas de cinema
Quem participou da oficina Luz, câmera, fazendo cinema! pôde conferir a experiência de Cezar Moraes, fundador da Visionária Filmes. O cara falou de fotografia, mercado, figurino, cores, roteiro, entre outras coisas.. Disse que a riqueza está nos detalhes de cada produção. Passou ainda alguns curtas, como o paraense “Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista“, além de ter dado diversas dicas de programas e ferramentas para roteiro, edição de vídeo e muito mais.
Já na oficina Crítica sem criticismo: um olhar sobre o cinema, a própria história do cinema ganhou espaço. Lorenna Montenegro mostrou como certos filmes inovaram sua época – “Cidadão Kane“, “Festim Diabólico“,”Laranja Mecânica” – com suas linguagens e formas de expressão. A evolução tecnológica do cinema também foi pauta, assim como suas vanguardas.
Todos concentrados na oficina de crítica cinematográfica

As ministrantes da oficina Divulgação científica nas Redes Sociais propuseram uma discussão muito legal durante a oficina sobre o trabalho na divulgação. A ministrante Joice Santos provocou os participantes para que falassem sobre os principais usos que fazem das redes sociais. Os muvuqueiros pesquisaram perfis de divulgação científica e analisaram a abordagem desses perfis. Por fim, os participantes selecionaram notícias sobre divulgação científica e eles mesmos desenvolveram meios de divulgá-las.

Muvuqueira em atividade na oficina de Divulgação nas redes sociais
Cena & Ação: jogos de interpretação em teatro foi uma atração à parte. Guiados pelo ator e diretor Enoque Paulino, os participantes se divertiram com as cenas de improviso (teve até show da Beyoncé em pleno Bloco F) e os jogos de concentração e interpretação. A imaginação correu solta por essa oficina.
Olhos e ouvidos atentos para a ministrante Lígia Bernar
Lígia Bernar deu um show na oficina Como gerar conteúdos relevantes nas Redes Socias?. A responsável pelas mídias sociais do Ovelha Negra, mostrou a importância do uso dessas mídias e como o profissional dessa área deve se comportar. A galera analisou vários cases de empresas que deram certo na web, como o Guaraná Antártica, e ainda rolou um brainstorm sobre o tema da Muvuca 2014, olha só!
Na oficina de Criação Literária o papo foi a arte da escrita. Roberta Spindler, coautora do sucesso “Contos de Meigan”, falou sobre mercado editorial, o escritor como próprio marqueteiro, tendências literárias e ainda deu várias dicas ótimas de escrita e estruturação de texto. A oficina não parou por aí, os participantes se juntaram e criaram o blog Bloqueio Criativo, o qual vai ser alimentado com várias histórias e contos desses muvuqueiros, acompanhem!
A oficina Gestão de marcas no Foursquare e Instagram foi esclarecedora, além de falar de marketing e relação com o cliente, o ministrante José Calazans esclareceu muitas coisas sobre as duas Redes Sociais e seu potencial, explorando os detalhes e individualidades de cada uma.  As tips e os check-ins do Foursquare mostram a popularidade de cada lugar enquanto as tags do Instagram aumentam o engajamento com as marcas.
Na oficina Mude algo (ou tudo) com Design, os muvuqueiros refletiram sobre o papel que o design desempenha na nossa sociedade e como ele pode nos inspirar a fazer algo pela nossa sociedade. Rolou até a produção de um catálogo com as peças produzidas! Dá uma olhada aqui.

Discutindo linguagem nas ondas de rádio

E teve também muito aprendizado sobre técnicas e linguagem para rádio na oficina Publicidade nas ondas do rádio: linguagem e produção de spots. A produtora Ana Clara Matos, ministrante da oficina, não só deu dicas sobre isso, como também indicou diversos livros que podem ajudar os muvuqueiros a aprender mais sobre o tema. E já que o assunto aqui é botar em prática, no segundo dia foram todos para o estúdio da Faculdade de Comunicação da UFPA e produziram um spot sobre a Muvuparty!

Ufa! Quanta coisa bacana nesses dois dias de oficinas na Muvuca 2013. Seja no Bloco F, H ou no ILC, o que não faltou foi muvuqueiro criando tendências e fazendo Comunicação por esse campus da Universidade Federal do Pará. Que os assuntos discutidos e os produtos criados não parem por aqui, galera!


Fotos:  Laís Teixeira, Natália Costa e Carolinne Eliasquevici
Texto: Arthur Medeiros, com informações da (Des)Organização

Faça sol ou faça chuva, a Cumbuca nunca fica vazia.

Muvuca que é Muvuca sabe lidar com imprevistos. Hoje, nossos palestrantes da BOX 1824 tiveram um problema e não poderão estar presencialmente com a gente. Mas não é por isso que a gente vai deixar de muvucar. Pelo contrário, vamos até muvucar em dobro. Confere aí o comunicado da BOX 1824 para os muvuqueiros com algumas surpresas bem legais.

Os testes já foram feitos e está tudo pronto para a gente muvucar. Conectar é tendência.


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